É difícil transformar quem somos, mas não desistamos!



Não é fácil mudar nossa mentalidade, ela é esse modelo mental que a grande maioria das cabeças do mundo está programada pra pensar, julgar, decidir e escolher. Ainda mais complexo é pensar que essa “deseducação” está valendo em 95% das escolas e universidades (sendo otimista…).


Mas do que estamos falando? Do senso comum. Ele está ludibriado por tantas tentações ensinadas e disseminadas que não se preocupam com o bem de todos.


Meu drama pessoal é que ainda que eu sofra tanto ao ver inconsciências acontecendo por ai, estou insistindo em encontrar o meu caminho. O primeiro passo eu, alegremente, compartilho que consegui dar: encontrei o meu bendito propósito (ufa!). Quero conseguir influenciar essa consciência, pois assim como aconteceu comigo tenho convicção de que é muito difícil enxergar a realidade em razão do modelo mental que foi inserido em nosso chip (vulgo cérebro).


Como exemplo, estas são algumas inconformidades da minha programação que ainda estão em aprimoramento: – organizo demais (= dobro até a roupa suja); – controlo muito meu dinheiro (=ando com bastante dinheiro no bolso, como se fosse acabar o mundo a qualquer hora e apareceria alguém vendendo sementes orgânicas sem máquina de cartão); – foco nos resultados (= magnifico que nesse meu novo trabalho eu preciso gerar efeitos homéricos no curto prazo); – tenho pouca paciência pra erros (= quaisquer errinhos que vejo acontecendo eu sofro e de bate pronto quero falar, orientar o que acho melhor – como se eu fosse mais certo que alguém).


Acho que tá bom de exemplo né, se eu explicar toda a minha vulnerabilidade, vai aparecer um crowdfunding de “terapia urgente pra um amigo”. Mas ainda escreverei dessas programações com detalhes.


Qual o ponto? Tá difícil encontrar como supero as minhas barreiras mentais e antecipo o encontro entre os meus queridos Dons e o meu Propósito!


Reconheço oficialmente que não vou desistir. Nunca digo nunca, mas agora sim é nunca! Até porque tenho uma crença enraizada que estimular esse “encontro”, que mencionei, pra todos os indivíduos é a solução pra desigualdade de dignidade.


Às vezes sou o “eco-chato”, muitas vezes o “bio-desagradável” (não sei os autores desses termos, mas peço licença de uso e parabéns), mas tenho ciência disso e estou trabalhando para amenizar.


Quero ter coragem pra ver o lado bom de tudo (tudo tem), viver mais a empatia, escutar e ouvir, conversar só com compaixão, compreender mais os medos, o controle do Ego e o anseio por tanto poder. Em harmonia, aprendendo junto e se ajudando.


É incrível aceitar que somos absolutamente interdependentes e sempre seremos. Quando você se sentir autossuficiente, tente encontrar algum objeto ao seu redor que não tenha sido feito por outrem! Se não achar nenhum, talvez sirva como prova que totalmente independente você não é.


Esse manifesto é uma confissão e um sinal de esperança pra quem quer mudar para o bem e tem ciência da responsabilidade que também tem de melhorar a vida de alguém, mas não é fácil. Acreditemos, você não está sozinho e vamos abolir a cultura do foda-se.


Fiz questão de usar esse “palavrão” nesse texto pra expressar a profundidade da ignorância que vivemos hoje e a falta de se questionar. É importante reconhecermos que todos nós somos ignorantes, uma vez que sempre nos “falta o saber” de muitas coisas. O fundamental é respeitar esse fato. Estamos vivendo a preguiça de pensar em conjunto com a máquina de desculpas, não queremos (mas podemos) nem tomar um segundo pra medir as consequências de cada decisão e raciocinar o que motiva cada ato.


O momento do Brasil tornou isso muito perceptível, mais gente querendo se pronunciar e surgem argumentos baseados em fundamento nenhum propagando a ignorância de fatos sem pé nem cabeça.


Como seres humanos que vivem em sociedade (= consciência de grupo) ainda conseguimos acreditar que: – a felicidade são bens materiais e consumir mais é bom pra economia e pra todos (só que suas matérias primas são finitas); – comer agrotóxico faz parte da alimentação (mas a palavra já diz tóxico = que envenena e destrói as funções vitais); – a propaganda não infringe o livre arbítrio (os bilhões investidos não procuram milagrosamente te convencer de nada…); – competir é super legal e assistir duas pessoas num ringue em busca do nocaute é divertido (o que significa torcer pra alguém ficar inconsciente por 10 segundos); – buscar o luxo desmedido é igualmente um direito de todos (numa realidade terráquea em que bilhões não estão bem, o luxo exagerado é um atestado de egoísmo); – a avareza, que é o apego ao dinheiro ou a falta de generosidade, é normal (sendo esse o único responsável pela desigualdade).


Sim, estamos beirando a loucura inconsciente. Ontem mesmo vivi uma evidência monumental disso: um rapaz estava andando de bicicleta na rua (na contramão) e ao ver uma moça atravessando a rua (fora da faixa) e atrapalhando o seu caminho ele grita “caralho!” e ela responde “porra!”. Pensei em gritar “fodam-se” pra participar, mas fiquei boquiaberto.

Bom, mantenhamos calma que dá tempo.


Por ora o que compartilho é que o que vale é a INTENÇÃO. Qual a sua pra essa vida?


Com respeito, divirta-se!

Felipe Brescancini